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vinyl toys for girls and boys
(e lá anda o gajo por entre destroços deste país de náufragos...)
"é o povo português a dançar o disco sound"
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cor,
dia de despojos,
não lugares
o efeito borboleta
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cor,
esta coisa da luz,
Ode Marítima
golden share
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esta coisa da luz,
Ode Marítima
senhora em horta com saco e guarda-chuva
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hortas urbanas
sobre a minha pele tu não sabes nada
Tento erguer-me em bicos dos pés acima da minha própria mortalidade. Estico-me por cima do mundo na tentativa de um pequeno vislumbre, uma nesga de luz. Olhos de gato em noite de lua nova. Os anos sabem a chumbo no arrastar dos passos. Não os que passaram voláteis, éter destapado, mas os que faltam. Estes que se aproximam num comboio desgovernado. Torrente de lava imparável a queimar sonhos e a vida que resta. O sangue que se envenena lentamente e os ossos, a furarem o mapa do corpo, a reinventarem azimutes de dor em novos lugares. Noites que se abrem em clarões negros de falta de ar. E nem quero falar da morte. A Terra gira indiferente a tudo o que não seja a sua vertigem de carrossel. Não há apeadeiros, apenas os nomes das estações a escorrerem borrões na paisagem.
O fim está sempre próximo depois da pele.
O fim está sempre próximo depois da pele.
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não lugares,
palavras e isso
diário gráfico
Ao meu lado, uma mulher jovem pousa na perna azul uma mão de unhas pintadas em diagonal vermelho, brilhante. No anelar, um anel de metal branco e liso acentua um tom cuidadosamente misterioso. É bonita mas não gosto dos sapatos.
Do outro lado, um grupo de homens estrangeiros, de pele muito escura e traços quase europeus (seja lá isso o que for), asiáticos, talvez do Bangladesh, seguram nas mãos maços de papéis oficiais que encerram o seu futuro de cidadãos residentes neste país quase europeu.
Na televisão passa o programa da tarde que é igual ao programa da manhã, só que é à tarde. Donas de casa (nunca gostei desta expressão) e reformados de ambos os géneros batem palminhas ao ritmo de uma música que não oiço, uma mulher gorda e muito loura canta e a anfitriã rege tudo com um sorriso maternal e triunfante de abelha-mestra, de cerimónias.
Nos auscultadores enfiados nos meus ouvidos, Piazzolla e Gary Burton esgrimam instrumentos, num duelo feito de cumplicidades, e é estranho, no enorme ecrã à minha frente, ver aquelas pessoas a moverem-se ao ritmo da distância que separa o planeta onde vivem da realidade paralela onde eu estou sentado. Burton martela as notas a atapetar os passos elegantes do bandoneon num bailado perfeito que contrasta com as imagens da cantora loira e gorda a ensaiar bamboleios de pato nos saltos muito altos das suas botas de cano muito alto.
De repente, os números no monitor passam inesperadamente rápidos – gente que desistiu, com certeza – e a minha vez está quase a chegar.
Sou o 164. É agora.
Afinal não é aqui, é no outro Registo.
Olha a minha vida!...
Do outro lado, um grupo de homens estrangeiros, de pele muito escura e traços quase europeus (seja lá isso o que for), asiáticos, talvez do Bangladesh, seguram nas mãos maços de papéis oficiais que encerram o seu futuro de cidadãos residentes neste país quase europeu.
Na televisão passa o programa da tarde que é igual ao programa da manhã, só que é à tarde. Donas de casa (nunca gostei desta expressão) e reformados de ambos os géneros batem palminhas ao ritmo de uma música que não oiço, uma mulher gorda e muito loura canta e a anfitriã rege tudo com um sorriso maternal e triunfante de abelha-mestra, de cerimónias.
Nos auscultadores enfiados nos meus ouvidos, Piazzolla e Gary Burton esgrimam instrumentos, num duelo feito de cumplicidades, e é estranho, no enorme ecrã à minha frente, ver aquelas pessoas a moverem-se ao ritmo da distância que separa o planeta onde vivem da realidade paralela onde eu estou sentado. Burton martela as notas a atapetar os passos elegantes do bandoneon num bailado perfeito que contrasta com as imagens da cantora loira e gorda a ensaiar bamboleios de pato nos saltos muito altos das suas botas de cano muito alto.
De repente, os números no monitor passam inesperadamente rápidos – gente que desistiu, com certeza – e a minha vez está quase a chegar.
Sou o 164. É agora.
Afinal não é aqui, é no outro Registo.
Olha a minha vida!...
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a realidade agora a cores,
palavras e isso
o azul cinzento do céu
Esta, desta vez, é para o senhor administrador Remus. É uma questão de Pontos de Vista.
clik1 --- clik2 --- clik3 --- clik4 --- clikCybeRider --- clikChapa --- clik Zekarlos --- clikChocAzul --- clikIris --- clikPC --- clikMicha --- clikRemus --- clikMerce -
retrato de uma espécie de anjo revelado pela luz eléctrica
pois. ou talvez seja um fantasma, ou o fantasma de um anjo, ou o fantasma de um fantasma, ou um anjo fantasma... não sei, não consegui ver lá muito bem...
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esta coisa da luz
na sombra mais escura
é noite e não está escuro o suficiente para não ter de te encarar. não suporto a luz que ilumina o ódio do teu rosto. os olhos acesos dos predadores nocturnos. raivas a estalarem os dedos nos pinheiros da avenida. as únicas florestas que o fogo não devorou. nem os dentes permitiram identificar os corpos. há tantos dias que não chove e as cinzas cobrem tudo. rostos negros de fuligem. as órbitas fundas. tão fundas que já só recebem o eco da luz. aquela reverberação que faz estremecer os abutres.
é lua nova e nem isso apaga as queimaduras dos dedos. mais escuras ainda são as nódoas negras no mapa da pele. nas raízes dos ossos. espalhas o medo como quem propaga um vírus. um gás tóxico e mortal. refugio-me na sombra mais escura da noite. escrevo às apalpadelas. uma palavra de cada vez no ritmo de um alcoólico anónimo. não sei se o que sinto é sentir ou se já não sinto nada. secaste em mim rios de artérias com o teu hálito de vampiro. os dentes a drenarem-me o que resta dos poços. o deserto a invadir tudo. a garganta aberta a impedir o grito.
talvez exagere. admito-o. sei que colecciono melodramas como outros caixas de fósforos. que tantas vezes tenho afrontamentos operáticos e achaques teatrais. mas não encontro outro modo de não te dizer mais nada. por isso morro-me para ti (para não ter de te arrancar esse sorriso trocista com um martelinho de ourives. um dente de cada vez). e declaro a quem interessar que quando nascer quero ser cremado. sem pompa mas com circunstância
é lua nova e nem isso apaga as queimaduras dos dedos. mais escuras ainda são as nódoas negras no mapa da pele. nas raízes dos ossos. espalhas o medo como quem propaga um vírus. um gás tóxico e mortal. refugio-me na sombra mais escura da noite. escrevo às apalpadelas. uma palavra de cada vez no ritmo de um alcoólico anónimo. não sei se o que sinto é sentir ou se já não sinto nada. secaste em mim rios de artérias com o teu hálito de vampiro. os dentes a drenarem-me o que resta dos poços. o deserto a invadir tudo. a garganta aberta a impedir o grito.
talvez exagere. admito-o. sei que colecciono melodramas como outros caixas de fósforos. que tantas vezes tenho afrontamentos operáticos e achaques teatrais. mas não encontro outro modo de não te dizer mais nada. por isso morro-me para ti (para não ter de te arrancar esse sorriso trocista com um martelinho de ourives. um dente de cada vez). e declaro a quem interessar que quando nascer quero ser cremado. sem pompa mas com circunstância
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p/b,
palavras e isso
bitter toy story
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dia de despojos
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