a vida dos outros
o rio da minha aldeia
persona. VI
Falamos de máscaras. Do rosto que se coloca sobre o rosto para sermos nós próprios. Os romanos chamavam persona às máscaras do teatro. Per sonare. Expandir a voz.
Há mascaras apropriadas para todos os usos e ocasiões. Máscaras de expansão para os tímidos e máscaras de contenção para os mais esfuziantes. Máscaras alegres para os tristes e circunspectas para os alarves. Máscaras de seriedade, honestidade e confiança para os mais dissimulados - os políticos sabem do que falo. Enfim, o que não há, é um verdadeiro e completo manual sobre o correcto uso das máscaras, o que faz com que alguns de nós, tantas vezes, venham para a rua com a máscara menos adequada, assim como um pinguim na Amazónia…
notícias da floresta
neoplasticismo reflexivo
esto es para Ángel que le gusta los reflejos y refleja mucho acerca de la fotografía, los fotógrafos y el placer de fotografiar
manual de cronologia para principiantes
O essencial do momento presente é a sua fluidez, a forma como o tempo se escapa em areia por entre os dedos, numa mecânica de vasos comunicantes ao contrário, em permanente desequilíbrio, ou no equilíbrio que consiste em o início perseguir o seu termo, num jogo da apanhada, correr o mais que pode, os calcanhares a baterem no rabo, até alcançar o fim, o final absoluto que encerra o círculo em que o princípio e o fim são a mesma coisa, como a serpente que trinca a língua…
Escrever sobre o tempo é uma forma de ocupar o tempo, como se o facto de ele estar ocupado o fizesse abrandar a sua louca correria, assim tipo terapia ocupacional para toxicodependentes em recuperação ou crianças hiperactivas. É que o tempo é uma criança hiperactiva que corre às cegas sem saber por onde vai derrubando tudo na loja de loiças à sua volta no fim único do próprio movimento e, como tal, não há terapia que o sossegue coisa nenhuma, não vi velha nem velhinha não vi velha nem velhão, corre corre cabacinha corre corre cabação, dirá a lebre de Março sempre atrasada.
O tempo corre à velocidade do tempo e ninguém o apanha. E a prática que tem em fazê-lo!? Diria anos de prática se anos fosse uma medida com sentido ou dimensão para falar do tempo, principalmente do que passou, talvez mais mensurável este, sei lá.
Bom, há que tempos que estou aqui a falar do tempo que já não tenho tempo para mais nada, por isso olhem, fico-me por aqui a ver se ainda tenho tempo para ir comer qualquer coisinha. É que há que tempos que não como nada…
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assim como um gosto a gomas ...
o criador e as criaditas
esta é para o Chapa que gosta de cadeiras e tem uma exposição nova n'a parede do café-bar do Forum Romeu Correia, em Almada
